
AGITAÇÃO E CORRERIA NA CIDADE
Há mais de dois mil anos atrás, um jovem casal chegou à cidade onde seus pais haviam nascido. O governo havia decretado que todos deveriam se dirigir para os locais de suas origens para um grande recenseamento.
Ele é um carpinteiro e ela camponesa e dona de casa. Gente simples, viaja sem muitos recursos. São parte de um povo separado e descendentes da família de Davi. Conhecem as Escrituras e são tementes a Deus. Já foram visitados por anjos que lhes fizeram anúncios extraordinários. Obedientes, seguem seu caminho ao encontro de seu destino histórico.
As pousadas e estalagens estavam lotadas, eles andam, procuram e não conseguem um lugar para pernoitar. A moça está grávida de nove meses e naquela noite, quando uma misteriosa e brilhante estrela aparece no céu, ela entra em trabalho de parto.
Mas não há lugar para eles. Ninguém se compadece enquanto as contrações vão ficando mais regulares. Na agitação e na correria da cidade, ninguém tem tempo para um casal aflito. “Por favor, qualquer lugar serve, não podemos mais ficar na rua, o nenê vai nascer.”
Distância, insensibilidade, afazeres urgentes; cada um preocupado com o que é seu, e uma moça prestes a dar a luz. Ela não encontra um teto para abrigá-la. Alguém lhes diz: “Se quiserem, pode usar o estábulo”.
Não há mais tempo, útero dilatado, contrações mais fortes. Ela é forte e corajosa, ele, solícito e amoroso. A bolsa estoura, nasce um menino. O cordão umbilical é cortado sob o olhar curioso de bois e cavalos. O nenê nasce, respira e chora. É acolhido, amado, enfaixado e amamentado. Depois, é colocado em um coxo de dar de comer aos animais, enquanto sua mãe descansa e seu pai vela.
A cidade segue seu cotidiano agitado, de muito trabalho, de encontros e desencontros; de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados; enfim, a rotina de correria sem significado.
Não muito longe dali, camponeses criadores de ovelhas percebem um estranho movimento nos céus. Encolhem-se amedrontados. Eis que surge um anjo e diz:
“Não temais: eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal, encontrareis uma criança envolta em faixas deitada em manjedoura.” (Lucas 2:10-11)
Enquanto a cidade segue seu cotidiano agitado de muito trabalho, de encontros e desencontros, de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados, de compras e filas; enfim, a rotina da correria sem significado, tinha lugar o acontecimento mais importante da história da humanidade.
Assim, anonimamente e sem que a cidade percebesse, na tranquilidade de um estábulo, nascia Jesus Cristo, o Senhor e Salvador. Num tempo de injustiças, corrupção, vazio espiritual, desesperança e miséria, vem a desconcertante resposta de Deus: Ele envia um menino. O grande sinal do amor de Deus que se importa e que não abandonou a criação. No Natal, temos a grande e profunda revelação, Emanuel veio, nascido da Virgem Maria e do Espírito Santo, se encarna, se faz homem e habita entre nós.
Nesta época do ano, precisamos de um esforço e de uma busca especial para desacelerarmos o nosso ritmo. E longe da agitação urbana e da correria sem significado, no fundo do nosso coração, encontrarmos o menino que nasceu.
Percebemos que é precisamente dezembro, tempo da celebração do nascimento de Jesus Cristo que somos enredados na agitação e na correria. Presentes, cartões, celebrações, compras, muitas compras. O Natal se tornou uma festa comercial, uma época de exageros de consumo, de comida e de bebida para muita gente. Mas também, um momento de solidão e privação para outros tantos.
A proximidade do Natal nos convida a resistir à correria e à agitação, e assim, levados pelo terno amor de Deus, experimentarmos um Natal dentro de nós. É tempo de nos prepararmos adequadamente para acolher o Senhor e Salvador com amor e tranquilidade, para que Ele possa também nascer nos nossos corações.
Ele é um carpinteiro e ela camponesa e dona de casa. Gente simples, viaja sem muitos recursos. São parte de um povo separado e descendentes da família de Davi. Conhecem as Escrituras e são tementes a Deus. Já foram visitados por anjos que lhes fizeram anúncios extraordinários. Obedientes, seguem seu caminho ao encontro de seu destino histórico.
As pousadas e estalagens estavam lotadas, eles andam, procuram e não conseguem um lugar para pernoitar. A moça está grávida de nove meses e naquela noite, quando uma misteriosa e brilhante estrela aparece no céu, ela entra em trabalho de parto.
Mas não há lugar para eles. Ninguém se compadece enquanto as contrações vão ficando mais regulares. Na agitação e na correria da cidade, ninguém tem tempo para um casal aflito. “Por favor, qualquer lugar serve, não podemos mais ficar na rua, o nenê vai nascer.”
Distância, insensibilidade, afazeres urgentes; cada um preocupado com o que é seu, e uma moça prestes a dar a luz. Ela não encontra um teto para abrigá-la. Alguém lhes diz: “Se quiserem, pode usar o estábulo”.
Não há mais tempo, útero dilatado, contrações mais fortes. Ela é forte e corajosa, ele, solícito e amoroso. A bolsa estoura, nasce um menino. O cordão umbilical é cortado sob o olhar curioso de bois e cavalos. O nenê nasce, respira e chora. É acolhido, amado, enfaixado e amamentado. Depois, é colocado em um coxo de dar de comer aos animais, enquanto sua mãe descansa e seu pai vela.
A cidade segue seu cotidiano agitado, de muito trabalho, de encontros e desencontros; de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados; enfim, a rotina de correria sem significado.
Não muito longe dali, camponeses criadores de ovelhas percebem um estranho movimento nos céus. Encolhem-se amedrontados. Eis que surge um anjo e diz:
“Não temais: eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal, encontrareis uma criança envolta em faixas deitada em manjedoura.” (Lucas 2:10-11)
Enquanto a cidade segue seu cotidiano agitado de muito trabalho, de encontros e desencontros, de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados, de compras e filas; enfim, a rotina da correria sem significado, tinha lugar o acontecimento mais importante da história da humanidade.
Assim, anonimamente e sem que a cidade percebesse, na tranquilidade de um estábulo, nascia Jesus Cristo, o Senhor e Salvador. Num tempo de injustiças, corrupção, vazio espiritual, desesperança e miséria, vem a desconcertante resposta de Deus: Ele envia um menino. O grande sinal do amor de Deus que se importa e que não abandonou a criação. No Natal, temos a grande e profunda revelação, Emanuel veio, nascido da Virgem Maria e do Espírito Santo, se encarna, se faz homem e habita entre nós.
Nesta época do ano, precisamos de um esforço e de uma busca especial para desacelerarmos o nosso ritmo. E longe da agitação urbana e da correria sem significado, no fundo do nosso coração, encontrarmos o menino que nasceu.
Percebemos que é precisamente dezembro, tempo da celebração do nascimento de Jesus Cristo que somos enredados na agitação e na correria. Presentes, cartões, celebrações, compras, muitas compras. O Natal se tornou uma festa comercial, uma época de exageros de consumo, de comida e de bebida para muita gente. Mas também, um momento de solidão e privação para outros tantos.
A proximidade do Natal nos convida a resistir à correria e à agitação, e assim, levados pelo terno amor de Deus, experimentarmos um Natal dentro de nós. É tempo de nos prepararmos adequadamente para acolher o Senhor e Salvador com amor e tranquilidade, para que Ele possa também nascer nos nossos corações.
(Osmar Ludovico da Silva)
Que você tenha uma abençoada semana!
Com amor e orações!
Com amor e orações!
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