segunda-feira, 28 de dezembro de 2009













A HOSPEDARIA SEM LUGAR


O nosso coração é um órgão muito importante, nele circulam o sangue venoso e o arterial. São também contabilizadas nele todas as emoções: dores, saudades, lembranças, ansiedades, lutas, vitórias, derrotas, alegrias, paixões, amores, arrependimentos, amarguras e até as maldades também. Tudo passa nesse órgão propulsor, como diz a música de Noel Rosa.

O nosso coração, por natureza e também por gratidão, deveria amar muito a Deus, Pois Ele fez o homem segundo a Sua imagem e semelhança e deu o mundo para que o homem habitasse nele e gozasse de suas maravilhas. Conhecemos bem essa verdade. E Deus ainda achou que tudo isso era muito bom (Gênesis 1:26).

Há cerca de 2009 anos atrás, quando Jesus, o Filho de Deus prometido estava nos dias de chegar como recém-nascido, e tendo os seus pais que se apresentarem em Belém da Galileia para o alistamento de lei, a Escritura registra que naquela época era muito frio ali e diante da procura muito grande das hospedarias, “não houve lugar para eles” (Lucas 2:7). Maria e José, pais de Jesus, pobres e sem outra alternativa, acharam lugar em uma estrebaria. Foi lá que Jesus Cristo, o Salvador, o Emanuel nasceu, entre os animais com todas as circunstâncias impuras, “porque não havia lugar para eles nas hospedarias”.

Se a família de Jesus, nos dias de hoje, parecendo viajantes, cansados e necessitando urgente de um abrigo, algum de nós com hotéis 5, 4, 3, 2, 1 estrela ou pensão ou um quartinho alugado, ou mesmo um cortiço, ofereceria abrigo para eles? O nosso coração continua fechado para os humildes? A aparência é muito importante, tem efeitos especiais, os hotéis e as hospedarias e os quartinhos de nossos corações se abrem com mais facilidade.

O Natal está aí. Convites e mais convites para festas de formaturas, aniversários, confraternizações, viagens, pacotes de turismo, visitas a familiares, compras e mais compras, presentes etc. Por isso, os hotéis estão cheios e as hospedarias lotadas.

Não teremos tempo para as cantatas e as programações de Natal da Igreja, estamos comprometidos. Não há mais vagas em nossa agenda para comemorarmos o nascimento de Jesus. Na hospedaria de nosso coração, não há mais lugar para os compromissos com a Igreja. Mas ano que vem vai ser diferente, vamos nos programar melhor e com antecedência, porque Jesus não quer ser somente hóspede em nosso coração. Quer muito mais ...

Ele quer ser o dono da nossa vida. “Filho meu, dá-me o teu coração”.




Com amor e orações.

domingo, 20 de dezembro de 2009












AGITAÇÃO E CORRERIA NA CIDADE

Há mais de dois mil anos atrás, um jovem casal chegou à cidade onde seus pais haviam nascido. O governo havia decretado que todos deveriam se dirigir para os locais de suas origens para um grande recenseamento.

Ele é um carpinteiro e ela camponesa e dona de casa. Gente simples, viaja sem muitos recursos. São parte de um povo separado e descendentes da família de Davi. Conhecem as Escrituras e são tementes a Deus. Já foram visitados por anjos que lhes fizeram anúncios extraordinários. Obedientes, seguem seu caminho ao encontro de seu destino histórico.

As pousadas e estalagens estavam lotadas, eles andam, procuram e não conseguem um lugar para pernoitar. A moça está grávida de nove meses e naquela noite, quando uma misteriosa e brilhante estrela aparece no céu, ela entra em trabalho de parto.

Mas não há lugar para eles. Ninguém se compadece enquanto as contrações vão ficando mais regulares. Na agitação e na correria da cidade, ninguém tem tempo para um casal aflito. “Por favor, qualquer lugar serve, não podemos mais ficar na rua, o nenê vai nascer.”

Distância, insensibilidade, afazeres urgentes; cada um preocupado com o que é seu, e uma moça prestes a dar a luz. Ela não encontra um teto para abrigá-la. Alguém lhes diz: “Se quiserem, pode usar o estábulo”.

Não há mais tempo, útero dilatado, contrações mais fortes. Ela é forte e corajosa, ele, solícito e amoroso. A bolsa estoura, nasce um menino. O cordão umbilical é cortado sob o olhar curioso de bois e cavalos. O nenê nasce, respira e chora. É acolhido, amado, enfaixado e amamentado. Depois, é colocado em um coxo de dar de comer aos animais, enquanto sua mãe descansa e seu pai vela.

A cidade segue seu cotidiano agitado, de muito trabalho, de encontros e desencontros; de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados; enfim, a rotina de correria sem significado.

Não muito longe dali, camponeses criadores de ovelhas percebem um estranho movimento nos céus. Encolhem-se amedrontados. Eis que surge um anjo e diz:

“Não temais: eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal, encontrareis uma criança envolta em faixas deitada em manjedoura.” (Lucas 2:10-11)

Enquanto a cidade segue seu cotidiano agitado de muito trabalho, de encontros e desencontros, de gente andando pelas ruas, de negócios sendo fechados, de compras e filas; enfim, a rotina da correria sem significado, tinha lugar o acontecimento mais importante da história da humanidade.

Assim, anonimamente e sem que a cidade percebesse, na tranquilidade de um estábulo, nascia Jesus Cristo, o Senhor e Salvador. Num tempo de injustiças, corrupção, vazio espiritual, desesperança e miséria, vem a desconcertante resposta de Deus: Ele envia um menino. O grande sinal do amor de Deus que se importa e que não abandonou a criação. No Natal, temos a grande e profunda revelação, Emanuel veio, nascido da Virgem Maria e do Espírito Santo, se encarna, se faz homem e habita entre nós.

Nesta época do ano, precisamos de um esforço e de uma busca especial para desacelerarmos o nosso ritmo. E longe da agitação urbana e da correria sem significado, no fundo do nosso coração, encontrarmos o menino que nasceu.

Percebemos que é precisamente dezembro, tempo da celebração do nascimento de Jesus Cristo que somos enredados na agitação e na correria. Presentes, cartões, celebrações, compras, muitas compras. O Natal se tornou uma festa comercial, uma época de exageros de consumo, de comida e de bebida para muita gente. Mas também, um momento de solidão e privação para outros tantos.

A proximidade do Natal nos convida a resistir à correria e à agitação, e assim, levados pelo terno amor de Deus, experimentarmos um Natal dentro de nós. É tempo de nos prepararmos adequadamente para acolher o Senhor e Salvador com amor e tranquilidade, para que Ele possa também nascer nos nossos corações.

(Osmar Ludovico da Silva)


Que você tenha uma abençoada semana!
Com amor e orações!

domingo, 13 de dezembro de 2009














E O MENINO DEUS?

Uma onda de festas, cartões, abraços, presentes e comidas vem chegando por aí: é dezembro, é Natal. Até mesmo o velhinho Noel tira do baú a sua roupa e o seu saco de presentes e surge dentro desta gorda e colorida onda, fazendo sorrir aqueles que tiveram um mísero sapatinho para colocar na janela do quintal.



E O MENINO DEUS?



Antes de desejar a você um feliz natal e um ano novo cheio de prosperidade, gostaria de levar você até a manjedoura. Observe bem: Natal é manjedoura. Natal é Jesus.
Convém lembrar que esta onda que todos os anos se repete, vem, passa e cai no esquecimento; mas o verdadeiro Natal, Jesus, é eterno. Ele ama você e quer fazer com que você saia da existência e passe para a vida. Ele quer dar paz, felicidade, prosperidade e acima de tudo isso, VIDA ETERNA. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3 – 16).
Jesus quer nascer em você agora. Aceite-o, reconhecendo-o como Salvador e Senhor da sua vida. Faça agora mesmo esta decisão. Renuncie a vida ilusória que o mundo lhe oferece e deixe que Jesus nasça no seu coração.
FELIZ NATAL COM JESUS!



Que você tenha uma semana abençoada!
Com amor e orações.

domingo, 6 de dezembro de 2009














O QUE É O NATAL?

“Festa do 13º salário, festa dos pinheirinhos devastados, festa dos presentes e visitas, festa dos doces e assados, festa das velas e das luzes, festa de festivos e alegres rostos, festa da música incessante, festa da compra de brinquedos, festa dos patos e perus, festa das cartas e cartões, festa dos sonhos e ilusões, festa das saudades e emoções, festa das eloquentes palavras e paz, festa das flautas e sonidos, festa dos vazios e destruídos, festa dos cegos e iludidos, festa da clareza arrasada, festa da verdade retida e abafada. Quando, ó homem, se revelará, o que a festa mesmo será?”

O que a festa realmente é, isso é de extrema importância também para ti – justamente para ti. Mas de alguma maneira tu te esquivas da verdade final: queres aproveitar e não lembrar que com rapidez inevitável aproxima-se o momento em que também tu terás que morrer. E então? Sobre isso a Bíblia informa: “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Hb. 9:27). Mas Deus enviou seu Filho unigênito, Jesus Cristo, a criancinha de Belém, para libertar a ti e a mim do temor da morte. Essa criança, quando se tornou homem, venceu a morte na cruz de Gólgota. A Bíblia ensina ainda, que o pecado é o aguilhão da morte (I Co.15:56).

Mas o Natal é isto: Jesus veio; ele nasceu no estábulo de Belém e encheu-o com sua glória. Da mesma maneira, Ele quer fazer morada no escuro estábulo do teu coração pecaminoso, transformando-o num palácio real, numa morada de Deus. O Natal é a prova de que Deus te ama e procura pessoalmente, sim, que através de Jesus Cristo quer atrair-te para si.

Procura nestes dias de festividades e de muitas atividades, o verdadeiro conteúdo, esquecido e menosprezado, desta maravilhosa festa! Conforme disseram os anjos, o Natal é uma maravilhosa boa nova. Tua tristeza deve ser transformada em alegria. Tua depressão, em contentamento. São tão poucos os que reagem ao Natal de maneira a passarem da morte para a vida eterna. Mas tu deves ser um deles! Pois mesmo se Jesus tivesse nascido mil vezes em Belém, mas nenhuma vez no teu coração, estarias perdido!

Não faz como o rei Herodes, que quando ouviu do nascimento de Jesus, tentou acabar com essa vida e mostrou sua recusa de maneira tão cruel que fez assassinar todas as crianças de menos de dois anos em Belém.

Também não age como aqueles estudiosos da Bíblia (Lc. 2:4-6), que apesar de saberem dizer exatamente onde nasceria o Messias, não foram pessoalmente para procurá-lo e adorá-lo.

Pelo contrário, faz o seguinte: ajoelha-te e diz: “Agradeço-te, ó Deus porque Jesus veio a esta terra por mim. Agradeço-te, Senhor Jesus, porque tiraste também os meus pecados na cruz de Gólgota. Agradeço-te porque o teu sangue, que ali derramaste, purifica-me de todo pecado. Aceito-te agora como meu Salvador em meu coração, e agradeço por esse dom inefável. Amém.”


(Wim Malgo)