domingo, 3 de janeiro de 2010











A ERVA SECA

A erva seca, a flor cai, mas a Palavra do nosso Deus dura para sempre.
(Isaías 40:8)

Cada ano, cristãos e cristãs se preparam para o Advento de Cristo, a criança frágil e pobre, que nasceu na manjedoura de Belém. È o próprio Deus que se fez pessoa. Dessa forma, Deus aproximou-se de nós, cujo tempo é limitado: crescemos, florescemos e secamos. Porém, iludimo-nos, pensando que somos árvores fortes, eternas e que não precisamos de Deus. Esquecemos que somos justos, sim, mas ao mesmo tempo, continuamos sendo pecadores, que carecem sempre do perdão e da graça de Deus.

Sem isso, somos como a árvore frondosa que é derrubada pelo vento. E quanto maior a nossa arrogância, tanto maior a queda. Presunçosos, buscamos ajudar a nós mesmos, através das nossas realizações e das leis que nós mesmos criamos. No entanto, à medida que procuramos a nossa autosalvação, o conflito aumenta e o que resta é o desespero. E assim, adorando as nossas realizações e as nossas leis, tornamo-nos idólatras, adoradores de nós mesmos. Queremos ser os nossos próprios senhores.

Neste sentido, o Advento quer ser época de arrependimento e de reconhecimento, em que voltamos a ser o que somos: pessoas batizadas, pertencentes a Cristo, erva que seca, flor que cai; pecadores, sim, mas também pessoas valorizadas e aceitas por Cristo. Advento é época de reaprender que Cristo é o único Senhor, “que remiu a mim, ser humano perdido e condenado, me resgatou e salvou de todos os pecados...” (Lutero). Foi justamente para isso que,no Natal, Deus se fez pessoa, tornou-se fraco e frágil, nascendo humildemente numa manjedoura, para nos aceitar assim como somos: ervas fracas e frágeis. Assim, podemos vir a Ele também hoje.


(Extraído do Devocionário Castelo Forte)

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