
O SINAL E OS SINAIS
Quando me converti 50 anos atrás, falava-se, pregava-se e cantava-se sobre a volta do Senhor Jesus Cristo.
Quem me conhece e anda comigo sabe que lamento muito que cantemos muito pouco sobre evangelismo, missões e a volta do senhor. Quero hoje chamar a sua atenção para a volta do Senhor.
Vamos olhar juntos no Evangelho segundo Mateus capítulo 24, versículos de 1 a 14, algo que precisa ser considerado. Jesus acabara de fazer uma declaração que despertou o interesse dos seus discípulos. Falou da construção imponente, suntuosa, arrojada, bela e segura do templo, declarando que apesar de toda essa grandiosidade ela não ficaria de pé (vs. 1-2).
Imediatamente os discípulos queriam saber mais sobre tão empolgante tema. Foi então que o Mestre dá algumas diretrizes que devem nortear a nossa conduta como cristão e a dinâmica do nosso ministério.
A primeira advertência que se constitui um ensino muito importante é que existe a possibilidade de sermos enganados, claro que tal poderá acontecer se houver da nossa parte descaso para com o ensino e a doutrinação do Espírito Santo através da Bíblia. “Vede que ninguém vos engane”.
Ele disse isso por causa do surgimento dos falsos cristos, falsos mestres, supostos salvadores e pretensos detentores de revelações vitais, mas que estavam encobertas, o que também se constitui em engano.
Disse isso também porque podemos nos preocupar em demasia com os sinais físicos e políticos. Tais sinais têm o seu lugar, mas eles não devem sequer nos assustar. Eles não são para nós a não ser para nos alertar quanto à urgência e importância de nos certificarmos de que o trabalho de evangelização e missões tem que ser realizado.
Também tais sinais facilitam a abordagem do não cristão porque a Bíblia diz que “o homem natural não entende as coisas espirituais e não pode discerni-las porque elas são discernidas espiritualmente” (I Co. 2:14). Entretanto, ele entende de geopolítica, abalos sísmicos, pestes (peste sempre nos traz à lembrança: epidemias, pandemias, doenças misteriosas e incontroláveis e ainda aquelas conhecidas, compreendidas, mas sem tratamento eficaz descoberto e comprovado) e fome. Esse é um problema mundial sem solução e que se agrava e se alastra.
Aqui chegamos a um ponto crucial desta meditação. Como disse antes, os sinais físicos e políticos (vs. 6 e 7) são para facilitar a evangelização, mas para nós os sinais mais importantes são os sinais morais e espirituais. Vejamos: Perseguição dos cristãos, isso poderá acontecer até no Brasil?
Sim e o pano de fundo e o cenário está sendo preparado. As portas ainda estão abertas. Escândalos, falta de amor fraternal, competição desleal (só a competição em si, tratando da obra de Deus já é trágica). Agora, imagine só, competição desleal quer dizer: custe o que custar, os fins justificam os meios e outros conceitos escusos colocados em prática. Ofensas entre cristãos nominais “e uns aos outros se aborrecerão”.
E novamente aparece, nesse cenário dantesco, o engano. Os falsos profetas e o grande número de enganados (v. 11)
“O mal se multiplicará” (v. 12). O mal causará tal dano que as pessoas passarão a sofrer de ansiedade, fobia, stress e depressão; precisarão cada vez de cuidados especializados não darão conta dos seus próprios males, terão suas atenções voltadas para si mesmas não sobrando nada para os outros. Uma carência de amor invadirá mesmo os arraiais das igrejas consideradas exemplo de cuidado e atenção aos seus membros. O amor que Pedro admoesta que deve ser ardente (I Pd. 1:22) será de morno para frio.
Disse antes que os sinais mais importantes da volta de Jesus são os sinais morais e espirituais. Eles se dividem em sinais do mal e sinal do bem. Já falei sobre os sinais do mal. Qual é o sinal do bem?
Um remanescente fiel resistirá e sobreviverá a todo mal catastrófico e ainda trabalhará fielmente para que o Evangelho seja pregado a todas as etnias. Quer dizer, haverá um avivamento que produzirá martírio e prodígios, pois Deus de forma miraculosa protegerá os perseverantes e os usará sobrenaturalmente. “E então virá o fim”. È o fim de um tempo, é a conclusão de uma etapa. Mas o Reino de Deus, incólume, subsistirá e para sempre.
Como você está? Você tem sido enganado? Você está com medo? De que lado você está? Você é um cristão nominal ou um discípulo que disse não ao “eu”, tomou a cruz e está seguindo ao Senhor Jesus Cristo?
Com amor e orações.
Até a próxima semana.
Abrahão Soares
Até a próxima semana.
Abrahão Soares
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